Candidatos denunciam irregularidades em concurso da PRM em Nampula

Candidatos ao concurso público da Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Nampula levantaram denúncias de alegadas irregularidades e favorecimento no processo de seleção recentemente concluído. As queixas surgem após a divulgação dos resultados esta semana, que teriam revelado discrepâncias significativas nas notas dos exames, provocando suspeitas de manipulação e falta de transparência.

Segundo os denunciantes, várias pontuações parecem inconsistentes e não refletem o desempenho real de alguns candidatos durante as provas, gerando desconfiança sobre a imparcialidade do concurso. “Esperávamos um processo justo e transparente, mas os resultados apresentados levantam sérias dúvidas sobre a credibilidade do processo”, afirmou um dos concorrentes, que preferiu manter-se anônimo.

As denúncias têm causado revolta entre os candidatos, muitos dos quais exigem esclarecimentos imediatos das autoridades competentes. Entre as principais reivindicações estão a revisão rigorosa dos resultados e a realização de uma investigação independente para apurar eventuais responsabilidades, garantindo que o ingresso na PRM seja baseado em critérios claros, justos e meritocráticos.

O concurso da PRM em Nampula, realizado recentemente, tinha como objetivo reforçar o quadro de efectivos da corporação na província, mas agora enfrenta críticas que colocam em causa a transparência do processo. Até ao momento, não houve pronunciação oficial por parte das autoridades da Polícia da República de Moçambique sobre as alegações feitas pelos candidatos.

Nádio Jaime Taimo

Nádio Jaime Taimo é um jornalista, activista e líder cívico moçambicano. Nascido a 6 de Novembro de 1995 na Cidade da Matola , ele exerce a função de Director Executivo do 4Vês Repórter, um órgão de comunicação social e projecto informativo. Em sua actuação profissional e cívica, destaca-se por defender um jornalismo pautado na imparcialidade , além de conduzir parcerias com organizações da sociedade civil — como a AMJIGE — para promover campanhas e conteúdos de interesse público.

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