Actualidade de Moçambique

Nova Democracia realiza III Sessão Ordinária e denuncia crise política e económica

 O Movimento Nova Democracia (ND) realizou nesta quinta-feira, na cidade de Maputo, a III Sessão Ordinária do Comitê Executivo Nacional. O encontro, que se estendeu até sexta-feira (29), tinha como objectivo definir estratégias para o avanço da luta política e social em Moçambique, segundo declarações do presidente do movimento, Salomão Muchanga.

Durante seu discurso, Muchanga criticou o actual governo, acusando-o de fracassar na gestão do Estado e de promover a corrupção, o desemprego e a pobreza extrema. “O Estado falhou e caiu ao colocar a carroça na frente dos bois. Este é o tempo de vencer, com o povo na vanguarda!”, afirmou.

Entre os temas discutidos na sessão estão a estruturação do partido, o fortalecimento da unidade e da coesão partidária, a mobilização da juventude e das mulheres, além da necessidade de garantir acesso à terra como direito fundamental para os moçambicanos. “Vamos mapear tantas terras sem utilização nos distritos e municípios para reivindicar o direito à terra e corrigir as desigualdades sociais”, declarou o líder da ND.

O presidente do partido também denunciou problemas na área da saúde, educação e infraestrutura, apontando a falta de medicamentos, os salários baixos dos profissionais de saúde e a precariedade do ensino como símbolos do abandono estatal.

“Cidadãos adoecem em casa e morrem nos hospitais pela escassez de medicamentos. O sector da educação está em colapso, impulsionando marginalidade, violência e prostituição”, denunciou.

Muchanga ainda criticou os resultados eleitorais de 2024, classificando-os como “a maior fraude eleitoral de sempre” e acusando o Conselho Constitucional e a Comissão Nacional de Eleições de serem “o refeitório do partido decadente”. Segundo ele, houve enchimento de urnas, alteração fraudulenta de resultados e perseguições políticas, resultando em prisões arbitrárias e mortes.

Por fim, o líder da ND defendeu a necessidade de um Diálogo Nacional Inclusivo para reformar a legislação, despartidarizar instituições e combater a corrupção. “É inaceitável um Estado de direito sem direitos. Precisamos refundar o Estado e dotar as instituições de competências democráticas”, concluiu.

Nádio Jaime Taimo

Nádio Jaime Taimo é um jornalista, activista e líder cívico moçambicano. Nascido a 6 de Novembro de 1995 na Cidade da Matola , ele exerce a função de Director Executivo do 4Vês Repórter, um órgão de comunicação social e projecto informativo. Em sua actuação profissional e cívica, destaca-se por defender um jornalismo pautado na imparcialidade , além de conduzir parcerias com organizações da sociedade civil — como a AMJIGE — para promover campanhas e conteúdos de interesse público.

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