terça-feira, 3 de novembro de 2026

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Actualidade de Moçambique

Relatório da INTERPOL: Moçambique representa 1,9% das vulnerabilidades cibernéticas detectadas em África

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Moçambique representou 1,9% das vulnerabilidades cibernéticas detectadas em África durante o ano de 2025, segundo o relatório Africa Cyberthreat Assessment Report 2026, divulgado pela INTERPOL.

Os dados, baseados em informações da Shadowserver Foundation, mostram que a África do Sul lidera destacadamente o continente, concentrando 43,6% das vulnerabilidades identificadas. O Quénia surge na segunda posição com 11,9%, seguido pela Nigéria com 9,1%, enquanto a Etiópia regista 3,3% e Angola 3,2%.

No grupo dos países da África Austral, Moçambique apresenta um nível inferior ao da África do Sul e de Angola, mas superior ao de países como Zâmbia (0,9%), Zimbabwe (0,6%), Malawi (0,3%), Namíbia (0,2%) e Eswatini (0,2%).

Segundo o relatório, as vulnerabilidades referem-se a sistemas e infra-estruturas digitais expostos a riscos de exploração por cibercriminosos, constituindo potenciais portas de entrada para ataques informáticos, roubo de dados e outras actividades ilícitas no ciberespaço.

Apesar de o documento não relatar incidentes específicos envolvendo Moçambique, o país é citado como beneficiário de iniciativas internacionais de reforço das capacidades de cibersegurança. Entre elas destaca-se o programa Cyber4Dev, financiado pela União Europeia, que expandiu acções de formação e capacitação para vários países africanos, incluindo Moçambique.

O relatório da INTERPOL alerta que o cibercrime continua a crescer em todo o continente africano, impulsionado pelo aumento da digitalização dos serviços públicos e privados, pela expansão do acesso à Internet e pela insuficiência de recursos técnicos e humanos para responder às ameaças emergentes.

A organização defende o reforço da cooperação internacional, da capacitação institucional e da adopção de políticas nacionais robustas de cibersegurança como medidas essenciais para reduzir a exposição dos países africanos às ameaças digitais.

Embora Moçambique não figure entre os países mais afectados, os dados evidenciam a necessidade de continuar a fortalecer os mecanismos de prevenção, monitoria e resposta a incidentes cibernéticos, numa altura em que a segurança digital se torna cada vez mais relevante para a protecção da economia, das instituições e dos cidadãos.

Sobre o autor

Nádio Jaime Taimo

Nádio Jaime Taimo é um jornalista, activista e líder cívico moçambicano. Nascido a 6 de Novembro de 1995 na Cidade da Matola , ele exerce a função de Director Executivo do 4Vês Repórter, um órgão de comunicação social e projecto informativo. Em sua actuação profissional e cívica, destaca-se por defender um jornalismo pautado na imparcialidade , além de conduzir parcerias com organizações da sociedade civil — como a AMJIGE — para promover campanhas e conteúdos de interesse público.

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