Na tarde deste sábado, 17 de maio, decorreu a 3ª edição da iniciativa “Mulheres Valorosas”, com o tema central “Roda de Conversa Mulheres 35+: Emoções e Sentimentos”. O encontro, realizado presencialmente das 13h às 15h, teve como objectivo proporcionar um espaço de partilha, acolhimento e autoconhecimento para mulheres a partir dos 35 anos, com destaque para os desafios emocionais vividos nesta fase da vida.
A mentora e organizadora do evento, Sílvia da Conceição, especialista em desenvolvimento feminino e coach de menopausa, trouxe reflexões profundas sobre o impacto das emoções no dia-a-dia das mulheres, especialmente num contexto em que a saúde mental e emocional tem sido colocada à prova. “A escolha do tema tem tudo a ver com os tempos que vivemos. Muitas mulheres estão a enfrentar mudanças internas sem saber exactamente o que está a acontecer com elas. Ficam em silêncio, isoladas, com medo, e é aí que entra a importância de eventos como este — para dar nome ao que se sente e caminhos para superar”, declarou.
O evento contou com a participação de várias mulheres que, ao longo da conversa, puderam partilhar as suas experiências, medos, dúvidas e descobertas. Uma das participantes, Lucília Manjate, destacou o valor do encontro como uma preparação para as fases da vida que continuam por vir. “Eu achei interessante o tema e, por causa da minha idade, comecei a pensar que é importante saber lidar com os sintomas da menopausa e entender melhor os sentimentos. Sinto-me mais calma, mas também mais profunda. Eventos assim ajudam-nos a não sermos apanhadas de surpresa”, relatou.
Sílvia aproveitou para partilhar os frutos do seu percurso como mentora e das lives diárias que vem realizando há 10 dias, num ciclo de 30 dias de autoconhecimento. “Quando a mulher se conhece, ela consegue enfrentar desafios, lidar melhor com o outro e até transformar os seus relacionamentos e negócios. O autoconhecimento é uma chave poderosa”, afirmou.
Durante a roda de conversa, falou-se abertamente sobre a menopausa e os seus mais de 70 sintomas — desde os calores e a irritabilidade até às consequências mais graves como problemas cardíacos e depressão. “É preciso falar, informar e acolher. Só assim é possível florescer. Eu não digo renascer, digo florescer, porque a mulher já é, mas às vezes está adormecida em si mesma”, disse Sílvia emocionada.
O evento deixou uma marca de transformação. As participantes saíram com mais informação, força e conexão consigo mesmas. E como disse a organizadora, “cada mulher deve começar a preparar-se 10 anos antes da menopausa”, para que não seja um momento de medo, mas de consciência e poder.
A organização promete mais encontros e reforça que este é um movimento que visa despertar, libertar e valorizar a mulher em todas as suas fases. Mais do que um evento, a roda de conversa se revelou um verdadeiro florescer colectivo.
Por: Augusto Francisco.

