O quase um país VI: Políticos por acidente, famintos por excelência

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Moçambique é um país de estado de direito democrático, cujo fundamento estabelece que o poder reside no povo, o qual quinquenalmente (a cada 5 anos) vai às urnas votar os próximos delegados do poder emprestado por esse povo, durante cinco anos, diga-se, até agora, longos e duros cinco anos, decididos num só dia, não se sabe por que cargas escolhe-se em quem escolhesse, não em Moçambique. Bom, sobre o porquê escolhemos em quem escolhemos é matéria para outro ensaio.Queria mesmo é falar dos nossos “Políticos por acidente, famintos por excelência”.

Sim,políticos por acidente, famintos por excelência, na maioria desses Políticos… Um abraçam aos Políticos Raiz!Digo e justifico-me do porquê “famintos por excelência”. Calhou que 2024 é um ano eleitoral, a 7.ª legislativa, desde a implementação do multipartidarismo, e neste momento corre, a todo o gás, campanha eleitoral, os partidos políticos e candidatos não medem esforços, esbanjam “humildade”, amizade, solidariedade para ca e para acolá e o mais incrível, eles são todos superdotados e tem soluções para todos os problemas, a criminalidade, a fome, a pobreza, a corrupção, a qualidade da educação, falta de água potável, coesão social, infra-estruturas, mas tudo na boca.

Onde estão os vossos manifestos? Quais são as estratégias para materialização? Quais osnúmeros, para evidenciar tudo isso? Onde e qual o tempo em que discutem isso? Outras questões que ressoam são: por onde andam durante os cinco anos, todo essa avalanchede políticos? Aliás, na sua maioria acorda, diz que se opõe ao regime, cria uma meia dúzia de raiva, levanta problemas que sobejamente conhecemos e “bomba gasolina” na voz: sucaladrões, suca gatunos, sai assassinos e bla bla…durante os cinco anos, por onde andam?É chegado o momento de remodelar a vossa política, apostar na ciência política, conhecer o eleitorado, destacar-se dos demais, olhem para os vizinhos, como, o que dizem, como dizem.

É possível uma campanha sem insultos e mencionar o mínimo possível o nome do seuadversário, envolvam o vosso eleitorado, levem-nos à outros patamares. O dinheiro quegastam sujando a cidade, existem outras formas muito melhores e actuais de fazer campanha. Muito ainda queria e podia dizer, mas como diz o adágio popular, “para um bomentendedor, meia palavra basta”, caso contrario serão sempre “políticos por acidente, famintos por excelência”.

Bom, outras questões, é verdade que podem não ser aplicadas à nossa realidade, devido à fragilidade do tecido social, mas, pensem nisso e sejam mais activos nos próximos cinco anos, senhores perdedores da batalha, e não a guerra.

Nampula, Agosto de 2024.

Por: José Luís Simão




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