Agente da PRM baleia moto-taxista e gera revolta popular em Mossurize

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A tranquilidade do posto administrativo de Dacata, no distrito de Mossurize, província de Manica, foi abalada na manhã desta quinta-feira, 8 de Janeiro de 2026, na sequência de um protesto popular contra um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM), acusado de ter baleado um moto-taxista durante uma operação de fiscalização rodoviária.

De acordo com relatos de moradores, o incidente ocorreu na quarta-feira, 7 de Janeiro, quando o motociclista, que exercia a actividade de transporte de passageiros, terá desobedecido a uma ordem de paragem num dos postos de controlo policial instalados naquela vila. Em circunstâncias ainda pouco esclarecidas, um agente da PRM efectuou disparos de arma de fogo, atingindo o moto-taxista.

O baleamento provocou imediata indignação entre a população local, que na manhã seguinte se concentrou em frente ao posto policial de Dacata, exigindo a responsabilização do agente envolvido. Durante a manifestação, os populares entoaram palavras de ordem e chegaram a ameaçar invadir as instalações policiais, criando um clima de elevada tensão na vila.

Fontes locais asseguram que a vítima do disparo encontra-se fora de perigo de vida, apesar de ter sofrido ferimentos que motivaram a sua evacuação para uma unidade sanitária do distrito. Ainda assim, o caso reacendeu o debate sobre o uso excessivo da força por parte das autoridades policiais, sobretudo em situações relacionadas com infracções de trânsito.

A fúria popular acabou por afectar a circulação rodoviária na estrada regional número 260, que liga a cidade de Chimoio ao distrito de Mossurize, com destaque para o troço que atravessa o posto administrativo de Dacata. Durante várias horas, viaturas ficaram impossibilitadas de circular normalmente, gerando transtornos a transportadores e passageiros.

Até ao fecho desta edição, o comando distrital da PRM em Mossurize ainda não tinha reagido oficialmente ao caso, nem esclarecido se foi instaurado algum processo disciplinar ou criminal contra o agente acusado de efectuar o disparo. A população, por sua vez, promete manter a pressão até que haja um pronunciamento claro das autoridades e a devida responsabilização dos envolvidos.

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