O Fundo Monetário Internacional (FMI) reafirmou seu compromisso de apoiar Moçambique em seus esforços de desenvolvimento e estabilidade macroeconômica, por meio do Mecanismo de Crédito Alargado (ECF). A declaração foi feita por Pablo Lopez Murphy, chefe da delegação do FMI, durante uma audiência com o Presidente da República, Daniel Chapo. Murphy explicou que a visita à Moçambique tinha como objetivo compreender as prioridades do novo governo e contribuir para a estabilidade macroeconômica do país. O ECF é um programa destinado a fornecer assistência financeira a médio prazo a países de baixo rendimento que enfrentam desafios prolongados em sua balança de pagamentos. Seu foco é impulsionar o crescimento econômico, reduzir a pobreza, fortalecer as finanças públicas e modernizar a política monetária, além de aumentar a resiliência às mudanças climáticas.
Durante a reunião, Murphy destacou o potencial de Moçambique e a importância de uma colaboração estreita com as autoridades locais para enfrentar os desafios existentes. Ele sublinhou que a prioridade do governo é gerar crescimento e emprego como forma eficaz de combater a pobreza, uma agenda ambiciosa que o FMI se compromete a apoiar. A visita da delegação do FMI ocorre num momento em que Moçambique implementa medidas para reforçar sua economia e melhorar a gestão financeira. Murphy garantiu que o FMI continuará a oferecer assistência técnica e financeira, buscando assegurar uma economia mais resiliente e sustentável.
EUA Mantêm Apoio a Projetos Essenciais
O embaixador dos Estados Unidos em Moçambique, Peter H. Vrooman, também reafirmou o contínuo apoio americano a projetos essenciais no país, apesar das dificuldades enfrentadas. Em uma audiência com o Presidente Chapo, Vrooman destacou que, embora alguns projetos estejam temporariamente pausados, iniciativas vitais, como o PEPFAR (Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para a Luta contra a SIDA), continuarão a ser financiadas.
O embaixador enfatizou a colaboração com o governo, setor privado e ONGs para salvaguardar programas de assistência humanitária, incluindo o combate ao HIV/SIDA. Durante a Cimeira da União Africana, o Presidente Chapo já havia discutido os desafios da doença com Winnie Byanyima, diretora-executiva do ONUSIDA, que reconheceu os avanços de Moçambique, embora ressaltasse que a luta contra o HIV continua.
Atualmente, cerca de 2,4 milhões de pessoas vivem com HIV em Moçambique, e é crucial dar continuidade aos programas de tratamento e prevenção. Vrooman também mencionou que os Estados Unidos mantêm projetos na área de assistência humanitária, reafirmando seu compromisso em colaborar com parceiros nacionais e internacionais. O encontro entre Chapo e Vrooman sublinha a importância da cooperação bilateral e o esforço conjunto em áreas prioritárias para o desenvolvimento do país. A continuidade do apoio norte-americano é vista como um passo fundamental para garantir um futuro mais forte e próspero para Moçambique.

