ANAMOLA gere tensões internas com liderança simultânea na diáspora e em Nacala

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Num momento considerado decisivo para a consolidação da sua vida interna, o Partido ANAMOLA desencadeou, na noite de 13 de Dezembro de 2025, um conjunto de acções políticas e organizativas visando a gestão de tensões internas, a preservação da unidade partidária e o reforço da disciplina institucional, tanto no território nacional como na diáspora.

No distrito de Nacala Porto, realizou-se uma reunião alargada na Sede Distrital do partido, dirigida por uma Comissão Nacional e Provincial enviada por despacho do presidente do ANAMOLA, Eng.º Venâncio Mondlane, e conduzida localmente pelos quadros Raul Novite e Castro Niquina, incumbidos de liderar o processo de pacificação, esclarecimento e reorganização interna após acontecimentos recentemente divulgados nas redes sociais e em alguns órgãos de comunicação.

O encontro reuniu membros da Comissão Executiva Distrital, antigos e actuais dirigentes, ex-candidatos às eleições internas e outros quadros com responsabilidade política, num esforço deliberado de inclusão, escuta activa e reconstrução da confiança interna. O objectivo central foi ouvir todas as partes envolvidas, apurar os factos, dissipar equívocos, reafirmar os princípios estatutários do partido e criar um ambiente propício à reconciliação e à estabilidade organizativa.

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Durante a sessão, foram registadas diversas intervenções, algumas marcadas por posições divergentes, mas enquadradas num clima de diálogo responsável. A Comissão reiterou que as eleições internas distritais decorreram dentro dos princípios democráticos e dos regulamentos do partido, sublinhando a sua legitimidade e validade política. Nesse sentido, foi reafirmado que o coordenador distrital legitimamente eleito detém, nos termos estatutários, competência para constituir a sua equipa de direcção com membros da sua confiança, sem prejuízo do reconhecimento do contributo histórico e político de outros militantes.

A liderança destacou ainda a centralidade do factor humano na vida partidária, apelando à valorização da experiência acumulada, ao respeito mútuo entre gerações políticas e à construção de consensos internos que fortaleçam o partido a médio e longo prazo. Foi igualmente enfatizada a necessidade de reforçar a disciplina organizativa, com a Comissão a advertir que nenhum membro está autorizado a convocar órgãos de comunicação social ou a expor assuntos internos sem autorização formal das estruturas competentes, devendo todas as divergências ser tratadas através dos canais institucionais.

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Segundo a orientação transmitida, a exposição pública de conflitos internos fragiliza a imagem do partido, compromete a confiança dos militantes e pode afectar negativamente o desempenho político num contexto pré-eleitoral. Por essa razão, a Comissão instou os membros a privilegiarem o diálogo interno, a coesão e o respeito pelos estatutos e pela hierarquia partidária.

A reunião em Nacala Porto encerrou num ambiente descrito como de reconciliação progressiva, com apelos reiterados à união, ao trabalho colectivo e ao compromisso com os ideais fundadores do ANAMOLA, num momento em que o partido se prepara para novos desafios eleitorais.

Liderança reforça unidade na África do Sul

Enquanto os assuntos internos eram tratados no distrito de Nacala sob a coordenação de Novite e Niquina, o presidente do ANAMOLA, Venâncio Mondlane, encontrava-se na República da África do Sul (RSA), onde manteve encontros com coordenadores e quadros do partido na diáspora. Estas reuniões tiveram como objectivo central reforçar a unidade, alinhar estratégias políticas e preparar o partido para as eleições provinciais e da diáspora que se aproximam.

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De acordo com fontes do partido, os desafios registados na RSA surgem num período particularmente sensível da vida interna do ANAMOLA, marcado pelo encerramento das eleições internas distritais e pelo arranque iminente do processo eleitoral provincial em todo o país e fora de fronteiras. Trata-se, segundo a liderança, de um contexto que naturalmente gera tensão, competitividade e debate interno, próprios de organizações políticas que praticam a democracia interna de forma efectiva.

A direcção do ANAMOLA voltou a sublinhar que o partido se distingue no panorama político nacional por ser a única formação da oposição que elege democraticamente os seus líderes, reafirmando o seu compromisso com a participação dos militantes, a transparência e a responsabilização interna, em contraste com modelos baseados na nomeação.

Observadores internos consideram que a actuação simultânea da liderança com Venâncio Mondlane a gerir os dossiers da diáspora na África do Sul e as estruturas nacionais a resolverem constrangimentos em Nacala, evidencia maturidade política, capacidade de gestão de crises e visão estratégica, num momento em que o partido procura consolidar-se como uma alternativa política coesa e credível.

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