Candidatos ao concurso público da Polícia da República de Moçambique (PRM) na província de Nampula levantaram denúncias de alegadas irregularidades e favorecimento no processo de seleção recentemente concluído. As queixas surgem após a divulgação dos resultados esta semana, que teriam revelado discrepâncias significativas nas notas dos exames, provocando suspeitas de manipulação e falta de transparência.
Segundo os denunciantes, várias pontuações parecem inconsistentes e não refletem o desempenho real de alguns candidatos durante as provas, gerando desconfiança sobre a imparcialidade do concurso. “Esperávamos um processo justo e transparente, mas os resultados apresentados levantam sérias dúvidas sobre a credibilidade do processo”, afirmou um dos concorrentes, que preferiu manter-se anônimo.
As denúncias têm causado revolta entre os candidatos, muitos dos quais exigem esclarecimentos imediatos das autoridades competentes. Entre as principais reivindicações estão a revisão rigorosa dos resultados e a realização de uma investigação independente para apurar eventuais responsabilidades, garantindo que o ingresso na PRM seja baseado em critérios claros, justos e meritocráticos.
O concurso da PRM em Nampula, realizado recentemente, tinha como objetivo reforçar o quadro de efectivos da corporação na província, mas agora enfrenta críticas que colocam em causa a transparência do processo. Até ao momento, não houve pronunciação oficial por parte das autoridades da Polícia da República de Moçambique sobre as alegações feitas pelos candidatos.

