Eleições Gerais: Jornalistas da Rádio Parapato em Angoche queixam-se de actuação hotil da Edil e sua segurança

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Trata-se de Dalila Abdul Raimo Ussene, Presidente do Conselho Autárquico de Angoche e sua equipe de segurança que estão sendo considerada como “contra os jornalistas da Rádio Parapato”. Os profissionais daquele órgão de comunicação local contam vários episódios onde foram vítimas de má actuação da equipe da edilidade que viola a liberdade de imprensa neste período eleitoral.

Tal como refere Amade Ussene, gestor financeiro da Rádio Parapato, a primeira vez foi Ussene Mamur, fotojornalista da Rádio Comunitária Parapato em Angoche, que durante o lançamento da campanha eleitoral na Escola Primária de Farlahe no Bairro do Inguri, mesmo devidamente credenciado, a sua equipe foi abordado pela ajudante de campo da Presidente do Município de Angoche, Dalila Abdul Raimo Ussene.

Neste episódio, foi ignorada qualquer credencial que apresentava, para falar da sua proveniência e mesmo tendo se explicado, terá sido arrancada o seu equipamento de trabalho e informado para interromper a cobertura, caso contrario os seus equipamentos teriam sidos apreendidos.

“eu estava a discutir com a guarda-costas da Dalila, porque arrancou a camera o nosso colega e de forma brutal escorraçava e perguntava quem o ordenou a captar as imagens ignorando todo e qualquer credencial apresentado no momento”, contou o repórter.

Depois do primeiro caso ocorrido no sábado 24 de Agosto, no dia seguinte, domingo 25 de Agosto ganha espaço o segundo episódio, onde Raisson Tomé João, um outro jornalista da Rádio Parapato, foi arrancado um tripé, lapela e o seu telemóvel que tem usado para fazer a captação de imagens, novamente, pela mesma segurança da presidente do conselho autárquico de Angoche, quando entrevistava as vitimas de um acidente ocorrido nas marchas do partido FRELIMO em Angoche pelas 14:00h.

As vitimas que evacuadas ao Hospital Rural de Angoche, o repórter foi impedido de realizar o seu trabalho sob alegacões de que não foi autorizado a levar qualquer declaração das pessoas envolvidas, tal como conta o jornalista Raisson Tomé João.

“As orientações vieram da Presidente Dalila Abdul Raimo Ussene e do primeiro secretário do partido Frelimo em Angoche Juma Varule” disse o jornalista que terá sido surpreendido pelos representantes do Batuque e a maçaroca daquela região e questionado os motivos de entrevistar as vítimas.

Entretanto, quando o material do jornalista foi recolhido ao comando, o passo seguinte terá sido de apurar se as informações mancham o partido dos camaradas ou não, e ainda sim, foi obrigado a apagar as imagens captadas.

Por: Momade Iahaia (Colaboração)

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