No coração de Maputo, no dia 5 de maio, brilhou uma mulher, líder que tem dedicado sua vida a amplificar as vozes femininas em espaços públicos. Francisca Noronha, uma orgulhosa moçambicana e ex-participante de um programa de intercâmbio financiado pelo Governo dos Estados Unidos, foi homenageada com o Prémio de Realização de Alumni na categoria de Igualdade de Género.
A cerimónia, repleta de emoção e reconhecimento, reuniu antigos bolseiros que partilham uma missão comum: transformar as suas comunidades através da experiência adquirida nos Estados Unidos. Francisca não subiu ao palco sozinha — com ela, levava as vozes de centenas de mulheres e raparigas que ajudou a empoderar através da oratória. Foi reconhecida pelo seu trabalho à frente da iniciativa “Empoderamento de Mulheres e Raparigas na Oratória Pública”, um projecto que visa ampliar o acesso das mulheres ao espaço público através da fala pública.

No seu discurso de aceitação, Francisca falou com humildade e gratidão. “Receber este prémio é uma honra, é um reconhecimento do trabalho coletivo que tenho feito,” disse, com os olhos cheios de emoção. Como líder da AMJIGE (Associação Moçambicana de Jovens pela Igualdade de Género), ela fez questão de reconhecer que esta conquista não seria possível sem o apoio contínuo das raparigas e mulheres moçambicanas, membros, parceiros e colaboradores da associação. “Tem sido um esforço conjunto, e este prémio pertence a todas e todos nós,” acrescentou.

A cerimónia destacou não só o percurso inspirador de Francisca, mas também o impacto duradouro dos programas de intercâmbio entre Moçambique e os Estados Unidos. Vários alumni estiveram presentes, partilhando histórias de resiliência, inovação e serviço comunitário. Juntos, formam uma rede de agentes de mudança que continuam a promover valores de igualdade, inclusão e liderança cidadã em todas as províncias do país.
Francisca Noronha deixou o palco como entrou com dignidade, coragem e uma missão clara. O prémio que agora leva consigo é mais do que uma conquista pessoal: é um símbolo do poder da educação, da colaboração e do impacto que uma voz determinada pode ter num mundo que ainda precisa de mais igualdade. E para todas as raparigas que ainda hesitam em falar, ela deixou uma mensagem simples: “A tua voz conta. Levanta-te e Fale.”

