Ivan Mazanga condena intervenção policial na sede nacional e apela ao diálogo interno

A Liga Nacional da Juventude da RENAMO condenou de forma veemente a intervenção policial que teve lugar recentemente na Sede Nacional do partido, considerando a ação uma agressão injustificada e um atentado contra a convivência democrática. A posição foi apresentada pelo presidente da Liga, Ivan Mazanga, durante uma conferência de imprensa realizada nesta quinta-feira, em Maputo.

Segundo Mazanga, as imagens de gás lacrimogéneo e tiros dentro das instalações da RENAMO causaram indignação entre os jovens do partido, que exigem a retirada imediata das forças de segurança e a libertação de todos os detidos durante a operação.

O dirigente frisou que, caso essa ação tenha sido realizada com o conhecimento ou consentimento das estruturas diretivas da RENAMO, a juventude manifesta a sua total oposição, por entender que o diálogo deve ser o único caminho para a resolução de conflitos internos. “Estamos convictos de que o diálogo permanente é a única via para ultrapassar os nossos diferendos, hoje e sempre”, afirmou.

Mazanga relembrou ainda os episódios de violência ocorridos nas eleições autárquicas de 2023, nas quais membros e candidatos da RENAMO foram mortos, feridos ou presos. Apesar disso, segundo ele, a juventude do partido optou pela paz e pelo diálogo, recusando-se a responder com violência.

O presidente da Liga também trouxe à memória o episódio vivido em Nampula, quando forças de defesa e segurança tomaram conta de instalações do partido, desde a Sede Nacional até à Rua das Flores. “Será que nos esquecemos do que aconteceu na última vez em que essas forças ocuparam as nossas instalações?”, questionou Mazanga, apelando à reflexão e à rejeição de soluções que envolvam repressão ou violência, sobretudo quando partem de dentro da própria organização.

“A Liga da Juventude não concorda nem se revê nessas práticas”, declarou, sublinhando que a resolução pacífica dos diferendos exige liderança e responsabilidade. Nesse sentido, apelou à reconvocação urgente do Conselho Nacional da RENAMO como espaço institucional para encontrar soluções que promovam a coesão interna do partido.

Mazanga encerrou reafirmando que cabe à liderança do partido dar o exemplo de sabedoria e unidade, num momento em que a democracia moçambicana exige compromisso e maturidade política.

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