O desaparecimento de Costa Agostinho Costa, conhecido como “Revolucionário Agostinho”, está a gerar forte inquietação no distrito de Molumbo, na província da Zambézia, e levanta suspeitas sobre perseguições políticas, actuação das forças de ordem e a fragilidade das garantias dos direitos humanos em contextos locais.
Costa Agostinho, comerciante, “revolucionário” assumido e membro influente do partido ANAMOLA, encontra-se desaparecido desde a noite de 29 de Dezembro de 2025. Segundo informações avançadas por familiares e colegas políticos, o seu desaparecimento ocorreu por volta das 21 horas, à saída do seu estabelecimento comercial, no posto administrativo de Coromana, sem que até ao momento haja qualquer esclarecimento oficial sobre o seu paradeiro.
Figura politicamente activa e respeitada na comunidade, Costa Agostinho havia recentemente concorrido ao cargo de Coordenador Distrital de Molumbo pelo ANAMOLA, o que reforça o carácter sensível do caso. Para membros do partido e a comunidade local, o seu desaparecimento não pode ser dissociado do seu envolvimento político e da sua crescente influência na região.
Fontes próximas da família alegam que, antes de desaparecer, Costa Agostinho vinha sendo alvo de perseguições e intimidações sistemáticas, supostamente protagonizadas por elementos da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), em alegada articulação com o régulo local. Estas denúncias, ainda não confirmadas pelas autoridades, já vinham a gerar um clima de medo e apreensão entre os seus familiares e apoiantes.
Até ao momento, não há informações públicas sobre diligências concretas das autoridades para localizar o cidadão desaparecido, o que levanta questionamentos sobre a actuação do Estado em casos que envolvem figuras politicamente activas em zonas rurais e periféricas.
Os membros do partido e cidadãos locais alertam que a ausência de respostas rápidas e transparentes pode contribuir para a normalização de práticas de intimidação e desaparecimentos forçados. Face à gravidade da situação, familiares, amigos e membros do ANAMOLA apelam às autoridades competentes para que actuem com urgência no esclarecimento do paradeiro de Costa Agostinho, garantindo a sua integridade física, o respeito pelos direitos humanos e a reposição da tranquilidade pública no distrito de Molumbo.
O caso é visto como um teste à credibilidade das instituições e ao compromisso do Estado com a protecção dos direitos fundamentais dos cidadãos, independentemente da sua filiação política. A população é igualmente chamada a colaborar, fornecendo qualquer informação que possa ajudar a esclarecer este desaparecimento, num contexto em que o medo e o silêncio continuam a marcar a vida política local.

