MAAP reforça cooperação agrícola com Tailândia para impulsionar produção de arroz em Moçambique

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O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP) recebeu, esta quarta-feira, em Maputo, uma delegação da Tailândia com o objectivo de fortalecer a cooperação bilateral nos domínios da agricultura, investigação agrária e transferência de tecnologia. A delegação integrou representantes da Agência de Cooperação Internacional da Tailândia (TICA), da Embaixada da Tailândia em Moçambique e especialistas da Universidade de Kasetsart.

O encontro foi dirigido pelo Secretário Permanente do MAAP, Acubar Batista, que representou o Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino. Na ocasião, o dirigente deu as boas-vindas aos visitantes e sublinhou a importância de reforçar os laços de cooperação entre os dois países, sobretudo numa altura em que Moçambique procura acelerar a modernização do sector agrário e aumentar a produtividade agrícola.

Segundo Acubar Batista, apesar de a cooperação entre Moçambique e a Tailândia ainda não se encontrar estruturada em muitos acordos formais de grande dimensão, os dois países mantêm uma relação de colaboração há vários anos. Entre as iniciativas já realizadas, destacou a assistência técnica prestada pela Tailândia à produção de arroz na província da Zambézia, em 2003, bem como a doação de equipamentos agrícolas destinados à cultura do arroz, efectuada em 2005.

O Secretário Permanente referiu igualmente que, recentemente, uma delegação do MAAP efectuou uma visita de trabalho ao Reino da Tailândia, durante a qual foi estabelecido um Memorando de Entendimento com vista a reforçar a cooperação bilateral. O acordo prevê a colaboração em áreas consideradas estratégicas, como a mecanização agrícola, a formação de técnicos extensionistas e a transferência de tecnologia, com particular destaque para a investigação, testagem e melhoramento de sementes de arroz.

Durante o encontro em Maputo, os especialistas da delegação tailandesa apresentaram algumas das tecnologias e experiências desenvolvidas no seu país no domínio da produção de arroz. Entre os destaques estiveram variedades de arroz com elevada produtividade e adaptadas a diferentes condições ambientais adversas, incluindo cheias, salinidade do solo, períodos de seca e ataques de pragas.

De acordo com os investigadores da Universidade de Kasetsart, algumas destas variedades podem atingir rendimentos médios de cerca de cinco toneladas por hectare, podendo ainda permitir a realização de até dois ciclos de produção por ano, dependendo das condições climáticas e da disponibilidade de sistemas de irrigação nas zonas de cultivo. 

As discussões enfatizaram também a importância de garantir que as tecnologias desenvolvidas no âmbito da investigação agrária cheguem efectivamente aos produtores no terreno. Para tal, foi destacada a necessidade de reforçar a articulação entre várias instituições nacionais, nomeadamente o Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM), a Direcção Nacional de Extensão Agrária e o Instituto Nacional de Irrigação.

Segundo os participantes, esta colaboração institucional é fundamental para assegurar que as inovações tecnológicas sejam disseminadas de forma eficaz junto dos agricultores, contribuindo para o aumento da produtividade, melhoria da qualidade da produção e redução dos custos associados à actividade agrícola.

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