Membros e coordenadores distritais do partido ANAMOLA na província da Zambézia expressaram forte descontentamento com a liderança provincial interina, actualmente exercida por Marta Pavor. O desagrado foi manifestado durante um encontro realizado na delegação provincial do partido, em Quelimane, onde os participantes discutiram irregularidades no processo de nomeação e gestão interna da organização.
Segundo os contestatários, Marta Pavor assumiu o cargo sem a realização de um processo eleitoral formal, prática que, segundo eles, fere os princípios democráticos do partido. “A liderança não pode ser imposta de cima para baixo. O ANAMOLA sempre prezou por processos internos transparentes, e esta situação contraria tudo o que defendemos”, afirmou um dos coordenadores distritais, que pediu anonimato.
Além disso, os membros apontam que em alguns distritos da província os processos eleitorais internos foram marcados por irregularidades, incluindo a exclusão de alguns membros, favorecimento de determinados grupos e até a criação de estruturas paralelas ao partido oficial. Para os contestatários, essas práticas estão a fragilizar a coesão interna e a capacidade organizativa do ANAMOLA na Zambézia.
Diante do cenário, os membros apelam à intervenção do presidente nacional do ANAMOLA, solicitando mediação para restaurar a estabilidade e a credibilidade da liderança provincial. “Sem uma solução rápida e transparente, corremos o risco de comprometer o desempenho do partido nas próximas eleições e a confiança da base militante”, alertou outro membro presente no encontro.
O grupo informou que já apresentou formalmente reclamações à direcção provincial e nacional do partido, e que continuará a exigir a realização de eleições internas como via para resolver o diferendo. Até ao momento, a direcção provincial do ANAMOLA não se pronunciou sobre as acusações ou sobre a condução de um possível processo eleitoral.

