UEM admite residências inseguras e mantém avaliação sobre alimentação de estudantes da ESNEC”

Estudantes da ESNEC exigem soluções diante do encerramento de residências e refeitório

A Escola Superior de Negócios e Empreendedorismo de Chibuto (ESNEC) continua a enfrentar uma crise sem precedentes, com as residências estudantis ainda encerradas e a alimentação para estudantes bolseiros suspensa, mesmo com o início do primeiro semestre do ano lectivo de 2026 marcado para o dia 23 de fevereiro. As fortes chuvas e cheias que atingiram o Distrito de Chibuto no início do ano provocaram danos graves nas infraestruturas da instituição, deixando tetos e paredes das residências em risco de desabamento, instalações sanitárias comprometidas e um refeitório inadequado para a confecção de refeições seguras.

 A Universidade Eduardo Mondlane (UEM), em comunicado divulgado a 16 de fevereiro, reconheceu a gravidade da situação, confirmando que as residências não reúnem condições mínimas de habitabilidade e informando que está a reabilitar apenas as salas de aula para permitir o início das actividades lectivas, sem apresentar soluções concretas para alojamento ou alimentação dos estudantes bolseiros. A nova residência no bairro de Cochombane, que deveria aliviar temporariamente a situação, ainda não possui fornecimento de água, electricidade nem janelas, e só estará disponível no segundo semestre de 2026.

 Entretanto, centenas de estudantes dependentes da bolsa continuam a ser obrigados a custear pessoalmente alojamento e alimentação, situação que compromete não só o seu desempenho académico, mas também a sua segurança, saúde física e bem-estar emocional. Desde o início da crise, o Núcleo de Estudantes e a Associação dos Estudantes Universitários (AEU) apresentaram propostas concretas, como o aumento dos subsídios de bolsa, realocação temporária em hotéis e arrendamento de casas pela escola, mas todas foram rejeitadas pela Direcção da ESNEC, que alegou limitações financeiras e afirmou que decisões sobre subsídios dependem exclusivamente da Reitoria da UEM.

As reuniões entre Direcção, Núcleo de Estudantes e AEU nas ultimas semanas evidenciam dificuldades de diálogo, com a gestão a limitar-se a comunicar aos pais e encarregados de educação que os estudantes devem custear alojamento e alimentação, ignorando a realidade de quem vive com recursos limitados. O comunicado da UEM menciona que a instituição irá identificar estudantes e famílias que necessitem de atenção especial devido às cheias, mas não detalha medidas imediatas ou garantias de apoio. O impacto é profundo, transformando o início do semestre num desafio de sobrevivência para muitos, em vez de aprendizagem.

Os Estudantes reforçam que não se conformam com a situação e continuarão a lutar junto à Reitoria da UEM por soluções urgentes, incluindo a disponibilização de alojamento seguro, alimentação adequada e conclusão da nova residência em Cochombane, apelando à mobilização da comunidade académica para garantir que os direitos básicos dos estudantes sejam respeitados.

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