Emre Çınar, Responsável da Willow International School, desaparece em Maputo sob suspeitas de envolvimento do governo Turco

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A suposta detenção do cidadão Emre Çınar, representante legal da Willow International School, ocorrida na tarde desta terça-feira, está a gerar forte preocupação junto da família, da comunidade educativa e Turca em Moçambique. Segundo informações tornadas públicas, Emre Çınar foi detido por volta das 15 horas por indivíduos não identificados que alegaram ser agentes da polícia, sem, no entanto, apresentarem qualquer mandado judicial ou exibirem identificação oficial.

Ainda de acordo com os relatos, ao detido não foi permitido contactar um advogado no momento da abordagem.Inicialmente, a família foi informada de que Emre Çınar teria sido conduzido à Procuradoria da República na Baixa da cidade de Maputo. Contudo, após diligências no local e em várias esquadras da polícia, não foi encontrado qualquer registo oficial da sua detenção.

Outras indicações de possíveis locais onde se encontraria também se revelaram infrutíferas, mantendo-se, até ao momento, a incerteza quanto ao seu paradeiro. Nenhuma autoridade assumiu formalmente responsabilidade ou confirmou conhecimento sobre o caso.

Entretanto, circulam informações não confirmadas de que a detenção poderá ter ocorrido a pedido da Embaixada da Turquia. Este facto tem elevado o nível de apreensão, tendo em conta precedentes registados no Quénia e noutros países africanos, onde cidadãos turcos terão sido alvo de detenções consideradas ilegais, seguidas de desaparecimentos forçados temporários e transferências extrajudiciais para a Turquia, em alegadas operações financiadas e coordenadas por estruturas ligadas ao Estado turco.

Entretanto, caso venha a ser transferido, alerta-se para o risco real de Emre Çınar enfrentar perseguição política, tortura, castigos severos e condições de detenção desumanas, apesar de, segundo as informações disponíveis, não existir qualquer acusação criminal contra si. Fontes próximas do caso sublinham que Emre Çınar vive e trabalha legalmente em Moçambique há cerca de dez anos, encontrando-se plenamente integrado na sociedade moçambicana.

A sua detenção, nos moldes descritos, é apontada como uma grave violação de direitos humanos fundamentais, nomeadamente o direito à liberdade e à segurança pessoal, o direito ao devido processo legal e ao acesso a advogado, bem como a proibição de detenções arbitrárias e de desaparecimentos forçados, consagrados na legislação nacional e em convenções internacionais das quais Moçambique é signatário.

Face à situação, é feito um apelo urgente à sociedade moçambicana e internacional, incluindo órgãos de comunicação social, juristas, líderes religiosos, organizações de direitos humanos, autoridades competentes e cidadãos, para que se mobilizem no sentido de exigir esclarecimentos imediatos e transparência por parte das instituições do Estado.

Entre as principais exigências constam a localização urgente de Emre Çınar, a garantia da sua integridade física, o acesso imediato a assistência jurídica e contacto com a família, bem como o cumprimento rigoroso da lei e das convenções internacionais sobre direitos humanos.

Este caso reacende o debate sobre o respeito pelo Estado de Direito em Moçambique e reforça os alertas de que a liberdade, a dignidade humana e os direitos fundamentais não devem ser objecto de negociação, independentemente de pressões externas ou interesses políticos.

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