Transferências de trinta professores geram denúncias de perseguição política em Alto Molócuè

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Um grupo de professores e funcionários públicos denunciou publicamente aquilo que classificam como uma “purga política disfarçada de gestão administrativa”, após a transferência compulsiva de mais de 30 docentes no distrito.

Segundo o manifesto divulgado, as decisões teriam sido tomadas sob o argumento de “conveniência de serviço”, mas sem qualquer fundamentação técnico-pedagógica.

De acordo com os denunciantes, os critérios utilizados para selecionar os professores transferidos seriam de natureza ideológica, visando profissionais supostamente associados a partidos da oposição.

Essa prática, afirmam, configura abuso de poder e desvio do interesse público, transformando a administração local em instrumento de retaliação política. A denúncia vai além das transferências.

O documento acusa as autoridades distritais de manterem um sistema de privilégios, protegendo determinados funcionários que, alegadamente, beneficiam de esquemas de absentismo remunerado, recebendo salários sem exercer funções, enquanto outros são penalizados.

Os subscritores do manifesto apontam ainda possíveis irregularidades graves, como fraude documental em progressões de carreira e uso indevido de recursos públicos. Na sua análise, tais práticas violam princípios constitucionais fundamentais, incluindo a não-discriminação e a neutralidade da Administração Pública, além de infringirem normas da Lei da Probidade Pública.

Diante da situação, os denunciantes exigem intervenção urgente de instituições como a Procuradoria-Geral da República e o Tribunal Administrativo, incluindo a suspensão imediata das transferências e a abertura de investigações independentes.

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