O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas de Moçambique deu recentemente mais um passo importante no reforço da sua estrutura de liderança institucional, com a tomada de posse de novas dirigentes para áreas estratégicas ligadas à sustentabilidade ambiental e à formação técnica no sector das pescas.
A cerimónia oficial decorreu no contexto do fortalecimento da governação do sector primário e contou com a nomeação de Sónia Ricardo Muando para o cargo de Directora Nacional do Ambiente e Mudanças Climáticas, bem como de Sara Maria Ubisse Ussumane para o cargo de Directora da Escola de Pescas. O acto foi marcado por discursos que sublinharam a importância destas nomeações para o desenvolvimento sustentável de Moçambique, país que continua a apostar na valorização dos seus recursos naturais como base para o crescimento económico e para a melhoria das condições de vida das populações.
Durante a cerimónia, o Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Mito Albino, destacou que a integração das novas directoras não deve ser vista apenas como uma alteração administrativa, mas sim como parte de um processo mais amplo de consolidação institucional. O governante referiu que o sector enfrenta desafios complexos, sobretudo num país como Moçambique, onde a agricultura, o ambiente e as pescas desempenham um papel fundamental na segurança alimentar e nutricional da população. O ministro sublinhou ainda que o governo continua comprometido com a formação de quadros nacionais capazes de responder às exigências do desenvolvimento sustentável e de contribuir para a resiliência das comunidades face às mudanças climáticas e aos desafios socioeconómicos contemporâneos.
Entre os principais desafios apontados pelo governante destacam-se várias acções estruturantes ligadas à melhoria das condições físicas e técnicas das instituições de formação sob tutela do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas. Foi referida a necessidade urgente de reabilitação de edifícios pedagógicos, administrativos e de internato, incluindo a melhoria das instalações eléctricas e dos sistemas de abastecimento de água, aspectos considerados essenciais para garantir condições dignas de ensino e aprendizagem. Paralelamente, o governo pretende investir na expansão das infraestruturas práticas de ensino, com a construção de piscinas destinadas às aulas de natação, uma competência importante para a formação de técnicos ligados ao sector marítimo e piscatório.
Outro ponto central da intervenção governamental prende-se com a conclusão do Centro de Treinamento e Demonstração de Aquacultura (CETREDAQ), uma infra-estrutura considerada estratégica para o desenvolvimento da investigação e da inovação no domínio da aquacultura. O projecto inclui a instalação de bio-filtros em tanques de PVC, tecnologia que permitirá melhorar a eficiência dos sistemas de produção aquícola e promover práticas ambientalmente sustentáveis. Além disso, está prevista a construção de laboratórios especializados em áreas específicas da biologia marinha e produção aquícola, nomeadamente Carcinicultura, Malacocultura e Algicultura, áreas consideradas prioritárias para a diversificação da produção de pescado e para o aumento da competitividade do sector.
O ministro também chamou atenção para a necessidade de manutenção e melhor gestão dos tanques-terra utilizados nas aulas práticas, assegurando que os estudantes e formandos possam ter contacto directo com as técnicas modernas de produção aquícola. Segundo Roberto Mito Albino, estas infraestruturas desempenham um papel fundamental na formação de técnicos qualificados, capazes de contribuir para a modernização do sector das pescas e para o fortalecimento da economia nacional.
No seu discurso, o governante apelou ainda às novas responsáveis para que exerçam as suas funções com sentido de responsabilidade, ética profissional e compromisso com o serviço público. Foi enfatizada a importância de promover a capacitação contínua dos colaboradores do ministério, incentivando a valorização dos recursos humanos e a criação de melhores condições de trabalho, factores considerados essenciais para o aumento da produtividade institucional. O ministro defendeu que a eficiência das políticas públicas depende, em grande medida, da qualidade da formação e da motivação dos quadros técnicos que trabalham directamente na implementação das políticas sectoriais.
Por outro lado, o acto foi também interpretado como um momento de afirmação do patriotismo e da confiança do governo nos quadros nacionais. O governante reforçou que a aposta em profissionais moçambicanos qualificados é um passo importante para a soberania técnica e científica do país, sobretudo em sectores estratégicos como a agricultura, o ambiente e as pescas, que são pilares fundamentais da economia nacional.
Na sua intervenção final, o ministro deixou uma mensagem de incentivo às novas directoras, afirmando que o trabalho que irão desenvolver será determinante para o fortalecimento do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas como uma instituição-chave no processo de desenvolvimento sustentável do país. O governante salientou que o sucesso das políticas sectoriais dependerá da capacidade de coordenação institucional, da inovação e do compromisso com as necessidades das comunidades rurais e costeiras. “O desafio é grande, mas a missão é nobre”, afirmou, sublinhando que o objectivo é transformar o sector num motivo de orgulho nacional, contribuindo para o bem-estar das populações e para o crescimento económico sustentável de Moçambique.

